sábado, 10 de maio de 2014
A MÚSICA BRASILEIRA ESTÁ DE LUTO
Ele se dizia “o primeiro rapper brasileiro” com o samba “Deixa isso pra lá”, e, aos 75 de idade, teve que nos deixar, deixando também de luto a música brasileira. Na manhã desta quinta-feira (08/05), Jair Rodrigues teve um fulminante infarto do miocárdio em sua casa, em Cotia, na grande São Paulo, pegando de surpresa familiares e fãs. É claro que o artista e sua obra são imortais, mas o sorriso solto e a alegria inebriante de Jair Rodrigues não serão páreo para o tempo inclemente que tudo devora. Ficaremos, pois, com as lembranças da sua versatilidade e irreverência e com os registros fono e videográficos que ele nos deixou.
Nascido em Igarapava, São Paulo, a 6 de fevereiro de 1939, Jair Rodrigues iniciou sua carreira como músico em meados dos anos de 1950, não sem antes passar por profissões que jamais indicariam o sucesso que ele iria ser no futuro. Ele foi engraxate, mecânico e pedreiro, antes de se tornar clooner de uma banda, em São Carlos. Foi como calouro num programa da Rádio Cultura, onde conquistou o primeiro lugar, que Jair foi descoberto musicalmente, mas somente na década de 1960, após uma parceria com a talentosa Elis Regina, que também já nos deixou, no programa “O Fino da Bossa”, na TV Record, que sua estrela realmente começou a brilhar intensamente. Não demorou muito para Jair Rodrigues despontar no Festival da Canção (1966), quando conseguiu empatar em primeiro lugar com a canção “A Banda”, de Chico Buarque, outro ilustre da música brasileira, defendo a canção “Disparada”, de autoria do não menos brilhante, Geraldo Vandré, e Théo Barros.
O cantor deu crias musicais, ele era pai de Jair Oliveira (o Jairzinho, ex-integrante do grupo “Balão Mágico”, da década de 1980) e Luciana Mello, que também chegou a participar da turma criada pela Rede Globo, já perto de sua extinção. Se o pai é esse talento todo que o Brasil não vai cansar de aplaudir, mesmo ausente em carne e osso, o mesmo não se pode dizer dos filhos. Jair Oliveira é dono de uma voz, para dizer o mínimo, irritante e sem graça (brilho) e a irmã, Luciana Mello, não chega a ser recomendável, como opção musical. Talvez o fato de estarem na música seja apenas uma conseqüência direta da carreira extraordinária do pai e jamais a confirmação de um pedigree, pois, no caso de ambos, aquela máxima “filho de peixe, peixinho é”, praticamente não faz sentido.
Voltando a quem tinha talento mesmo, não faltaram fãs e amigos no velório do grande Jair, confirmando o que já se sabia, que ele era uma pessoa muito querida e que todos nós vamos sentir muito a falta.
De minha parte, o que tenho a dizer é “Querido Jair, não vamos jamais deixar você pra lá, pois você estará sempre presente aqui, em nossos corações, e no seio da música brasileira, também!”.
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